Numa época em que enviamos fotografias num instante, um postal escrito à mão tem um encanto especial. Chega dias depois, com uma caligrafia que conhecemos e um selo de outro lugar, e fica no frigorífico ou na estante durante meses. Escrever postais é também um bom hábito para quem viaja: obriga-te a parar, a olhar em redor e a pensar no que queres partilhar.
Um pequeno ritual de viagem
Escolhe os postais com cuidado. Evita os mais comuns e procura imagens que digam alguma coisa de ti ou da pessoa que os vai receber. Há postais de ilustradores locais, de fotografias antigas, de pequenos pormenores da cidade. Compra alguns a mais, para o caso de te enganares ou de te lembrares de mais alguém. Guarda-os numa pasta ou num livro, para não se dobrarem na mala.
Reserva um momento calmo para escrever. Uma esplanada ao fim da tarde, um banco num jardim ou a mesa do pequeno-almoço são bons cenários. Não precisas de escrever muito. Uma ou duas frases sobre um pormenor concreto, como o cheiro do pão, o som de um sino ou uma conversa curiosa, valem mais do que uma lista de monumentos. Escreve de forma pessoal e simples, como se falasses.
Informa-te sobre o correio. Pergunta onde se vendem selos, e se possível compra-os num balcão dos correios ou numa loja que os venda. Escreve a morada com letra clara e completa, incluindo o país. Depois de colocares o selo, deixa o postal numa caixa do correio e não o leves de volta para o alojamento. Lembra-te de que pode demorar mais tempo a chegar do que esperas.
Não te esqueças de ti próprio. Envia um postal para casa com uma frase escrita por ti, e vais gostar de o receber quando voltares. Assim, a viagem continua depois do regresso, e tu tens uma prova pequena e simples do dia em que estiveste ali. Muitos viajantes guardam estes postais durante anos, e é frequente que os leiam com um sorriso. Se viajas com crianças, deixa-as escolher um postal e escrever uma frase, mesmo que seja apenas uma palavra.