Escolher recordações que realmente significam alguma coisa

Ilustração de uma paisagem

Quase todos voltamos de viagem com algo na mala: um íman, um porta-chaves, uma t-shirt. Muitas vezes, passado algum tempo, esses objetos estão esquecidos numa gaveta e já não dizem nada. Uma recordação com sentido é outra coisa. É algo que te faz recordar uma pessoa, uma conversa ou um lugar, e que continua a ter valor depois de a viagem terminar, porque está ligada a uma história tua.

Procurar o que tem história

Começa por evitar as lojas de recordações mais óbvias. Vai a mercados, oficinas e lojas pequenas, onde as coisas são feitas ou escolhidas por quem as vende. Um pequeno objeto de cerâmica, um caderno feito à mão, um frasco de tempero, um tecido ou uma peça de madeira são exemplos de coisas que vêm do lugar e que se usam de facto em casa.

Pergunta a quem vende como e onde foi feito o que estás a ver. Ouvir a história do objeto, de quem o fez e do material usado é metade do valor do que compras. Se puderes, guarda o nome da pessoa ou da loja. Tira uma fotografia do local onde o encontraste. Assim, quando olhares para o objeto, lembrar-te-ás da manhã, da rua e da conversa, e não só da compra. Assim, cada vez que o vires, a viagem regressa por um instante.

Pensa também em quem vai receber. Um presente que combina com os gostos da pessoa vale mais do que um objeto genérico. Uma pequena guloseima local, um postal bonito ou um marcador de livros podem alegrar mais do que algo grande e caro. Escolhe coisas leves, que caibam na mala sem esforço, e resiste à tentação de comprar demasiado logo no primeiro dia.

Nem todas as recordações têm de ser objetos. Um som gravado, uma receita anotada, uma folha apanhada no chão ou um bilhete guardado num livro podem ser tão preciosos como qualquer souvenir. Escreve no teu caderno o que sentiste ao encontrá-los. Com o tempo, esses pequenos tesouros contarão a tua viagem melhor do que qualquer objeto comprado à pressa num aeroporto.